segunda-feira, 16 de maio de 2011

16 de Maio de 2011

Esta Noite

Esta noite, há beira da janela do meu quarto, observo e admiro uma das maiores forças da natureza. Força essa que fascina pessoas como eu. Não somos muitos mas somos incríveis.

Esta noite, o som que se ouve, é igual ao rosnar de um dragão enfurecido que nada mais pretende senão destruir o que o rodeia.

Esta noite, a luz que se vê, cega todos os seus admiradores, provocando dor aos olhares mais fragilizados.

Esta noite, as gotas de água magoam os telhados, fazendo soar a sua convicção, como se de um gigante se tratasse.

Esta noite, existe poder, existe magia, existe força, existe medo.

Esta noite, existe uma simples trovoada.

Esta noite, eu não sou nada ao lado dessa simples trovoada.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

18 de Abril de 2011

Uma folha de papel branco

Antes de começar a escrever este texto, era apenas mais uma pessoa a olhar para uma folha branca de papel. Folha essa que me dá vontade de pintar de preto. Olhava como se esta me desse alguma resposta, algum sinal, algo que fosse. Algo que me mostrasse que estou errada. Algo que me mostrasse que a bala que me trespassou o coração não foi de facto disparada por mim. Dei por mim a chorar enquanto olhava para essa mesma folha branca de papel. E depois percebi que essa folha só vai mostrar o que eu lhe secretamente contar. Nada mais. Não me dará uma única resposta ou esperança de que o meu coração com feridas abertas poderá voltar a ser o mesmo. Dizem que sou egoísta e que me aproveito das situações ou até dos amigos. Mas eu sei por essa folha de papel branco que eu sou o que vocês me fizeram. O que aprendi a ser, aprendi com vocês. Nesse espaço branco vou apenas recordar e guardar tudo o que me fazia feliz,  e pegar foto á chuva para queimar, deixar arder e ver morrer tudo o que me faz mal, até as cicatrizes no meu coração me permitirem confiar novamente. As balas que outrora me fizeram mal vão perder a força e não me irão conseguir atingir e matar aos poucos. Porque na folha de papel branco tudo ainda está vazio e eu posso escrever o rumo que quero seguir.  Posso ser quem quero. Quero feliz e desenhar sorrisos e arco-íris na minha folha branca.
(Para os Infelizes)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

12 de Fevereiro de 2011

"Raça de Gente"

Há imenso tempo que pensava ser uma criança, devido as minhas atitudes e acções. Tendo comportamentos deste tipo, que outra coisa poderia eu ser. Mas as vezes é necessário vermos o que as outras pessoas são e o que fazem para notarmos que não somos tão maus como achamos. Hoje aprendi que a Humanidade não tem mais nada para oferecer para alem de "Barbaridade". Estamos rodeados de um bando de mentirosos sem escrúpulos, que nem para honrar o nome da família são capazes de ser sinceros e honestos. Capazes de enganar tudo e todos para continuar a serem bem vistos aos olhos de todos os que os rodeiam, bloqueando a felicidade de outros e enxovalhando-os a primeira oportunidade.  Esta "raça de gente" devia desaparecer de tudo o que inclui sobrevivência. Mas sendo assim grande parte do planeta ficava vazio.
Não considero justo para os que são enganados, roubados por plenas raposas matreiras que não mereciam mais nada do que(e desculpem a expressão) um tiro em cheio nos cornos. Deixei de ter paciência para assistir a este tipo de situação e guardar bem para dentro de mim.
Penso que as pessoas só conseguem mesmo mudar quando tudo deixar de existir. Quando tudo o que conhecemos, vemos e sentimos deixar de estar aqui. Talvez nessa altura a justificação para tudo isto já não valha mesmo a pena.
Ou talvez nunca chegaremos a ter um mundo em paz, feliz e em Harmonia.

[Para a Infeliz! - Tem uma Boa Vida].

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

03 de Fevereiro de 2011

Os Novos Minutos da Minha Vida*

Depois de tanto tempo voltou a ser Primavera nesta vida Insignificante.
Em 2 anos aprende-se imenso, talvez até muito mais do que se gostaria. Mas isso já faz parte do Jogo da Vida.
Em apenas 2 anos chorei, sorri, partilhei inúmeros momentos, lutei pela vida e deixei.me morrer.
Deixei de escrever. Deixei de Desabafar. Deixei de soltar a raiva interior e a Felicidade Exterior.
Fiquei sozinha. Talvez porque simplesmente quis. Acho que nunca prestei bem atenção a tudo o que existia em comum na minha vida em conjunto com a dos outros.
Tive de crescer. O simples facto de continuar sozinha num mundo tão grande activava o meu sentido de pânico e desespero. E isso era algo com o qual não conseguia viver.
Aprendi que não somos o centro de tudo e que sim, existem outras pessoas também em orbita.
Mudei alguns comportamentos da infância e remediei erros da adolescência.
Apesar de com tudo isto ainda não ter ficado feliz, pois ainda continuava sozinha, continuei com a nova rotina.
Deixei de chamar amigos aos que supostamente eram e passaram a ser simplesmente pessoas de confiança ou não. Foi uma das maiores lições. Deixei de dedicar.me aos outros, pois ninguém nos dá o credito por isso. Sei que não podemos ser todos uns santos, que dão sem receber nada em troca, mas as vezes sabe bem ouvir um "Obrigado" ou até algo semelhante. Nem sempre acontecia.
Mas com isto tudo, estou de Volta. Pronta para Escrever novamente os pequenos minutos da minha vida* .

sábado, 24 de janeiro de 2009

22 de Janeiro de 2009

O Ser Vivo no 3.º Calhau a Contar do Sol.

Aquele ser Vivo de duas pernas e dois braços que muitos chamam de animal racional, por ter capacidade de pensar. E eu pergunto-me: Será isso que nos diferencia dos outros animais? Apesar de termos todas essas qualidades, respiramos todos o mesmo ar, diferenciamos raças e fazemos guerras para determinar espaços próprios. É então a capacidade de pensar que nos torna diferentes, mais importantes e mais poderosos?
Vivemos num mundo com problemas, mas nem assim, deixa-mos de ser o que somos. Invejosos, egoístas e sedentos por mais poder e dinheiro.
Será assim tão importante ter isso tudo? Não. Perdemos tempo a viver o tempo que não temos com coisas supérfluas, criando intrigas entre nós, criando problemas onde não existem, e só então, quando tudo parece acabar ou desabar aos nossos pés, vemos o que passou, a vida que não aproveitamos e aquilo que desperdiçámos. E então ouve-se alguém dizer: “E se eu tivesse sido diferente? E se eu não tivesse gasto tanto tempo? ”. Mas ainda assim, depois dos pensamentos sobre o que poderia ter sido, não mudam, e simplesmente desistem sem lutar. Não existe esforço, nem vontade própria. E mentiroso é aquele que diz que nunca foi assim. Faz parte do ser humano, faz parte de cada um de nós. “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. Quem seremos nós então, que vivemos juntos de vigaristas e mentirosos que só nos ensinam a ser isso mesmo. Neste mundo onde Deus não vive na terra, e onde veneramos a saída mais fácil. Não me excluo deste grupo, porque também eu já menti, enganei e magoei muitas vezes os que mais amava, mas felizmente mudei e agora sou feliz tento uma nova perspectiva do 3.º calhau a contar do sol. Muitas vezes a vida não é fácil, mas se fosse onde estaria a piada de viver?
Podemos mudar o mundo, quem somos, o que fazemos. Podemos ser diferentes. Podemos marcar as nossas vidas de uma maneira positiva.
Afinal, não são as nossas características que dizem quem nós somos…são as nossas escolhas. E essas só podem vir de nós. Do nosso coração. Da nossa alma.

O ser Humano não precisa de ser assim para todo o sempre.
Muda!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

2 de Dezembro de 2008

Um olhar…

Algo que não via há imenso. Algo que pensava já não existir. Uma simples rapariga. Um simples sorriso.
Ali estava eu, sentada um pouco mais atrás, olhando para o que me fez lembrar algo de que sinto imensas saudades.
A simplicidade com que ela sorria, a maneira como estava. Mostrava-se descontraída, feliz.
Não se preocupava com nada. Não queria saber se estava bem vestida, se estava despenteada ou se todos reparavam nela. Simplesmente sorria com um olhar cheio de brilho.
Tudo isto me fez lembrar os tempos em que não tinha preocupações, vivia para viver, não queria saber se gostavam ou se olhavam. Eu era Eu. Independentemente do aspecto que tivesse ou da maneira como estava.
Um olhar de inocência em que tudo é fantasia e os problemas não existem no mundo cor-de-rosa.
As brincadeiras de adolescência que marcam momentos para todo o sempre.
E ali estava eu. A ver o olhar inocente e as brincadeiras da adolescência que outrora me pertenceram e me transformavam numa autentica criança rodeada de felicidade.
Momentos, esses que não se esquecem, mas também não regressão.
Simplicidade e Inocência. As palavras de sempre que deixam de existir.
A pessoa que somos, mas que deixamos de ser.
O olhar que deixa de brilhar.
Aquele simples olhar…

30 de Novembro de 2008

Conclusões Pré-Natalicias

Prendas, prendas, prendas, prendas.
Têm sido sempre o pensamento lógico de Natal. Quando se pensa “Está a chegar o Natal”, ou “Amanha é Natal”, todos se lembram apenas do que vão gastar a comprar prendas caras e bonitas para a mãe, para a avó, para a prima, para a tia, etc. …
Só este Natal é que fui capaz de reparar, que o Natal não é só comprar prendas, não é só receber ou dar.
Natal tem a ver com sentimentos, com vontade, alegria e paixão.
Após tantos anos a espera da meia-noite para depois contar o numero de prendas que recebi nessa noite. Mas nunca pensei nas famílias que não o podem fazer, talvez por desta vez estar nesta situação familiar conseguir realizar o verdadeiro sentido de Natal.
Já não tenho interesse em prendas compradas só por comprar. Prefiro oferecer algo meu, algo que marque, algo que traga felicidade, não só naquele momento, mas sim cada vez que se olhar para ele.
Este ano vou conseguir faze-lo. Vou conseguir dar felicidade aos que tanto amo e que me dão tanto. Não vou comprar perfumes que se esgotam, roupa que se rompe ou que deixa de servir, peluches que ganham pó ou são arrumados a um canto. Não! Este Natal, no que depender de mim, vai ser diferente. Vai fazer derramar lágrimas, não de tristeza, mas de pura alegria.
Por que afinal, é esse o verdadeiro sentido de Natal. Mostrar-mos o quanto amamos alguém e trazer felicidade a cada um deles.

É Natal.